A dignidade é um conceito útil?

Steven Pinker (2011). Fonte: Rebecca Goldstein
Há algum tempo estudo sobre a dignidade, especialmente sobre o princípio da dignidade da pessoa humana, tal como positivado na Constituição brasileira de 1988.

Ao desenvolver minha dissertação, aprofundei os estudos na crítica que o conceito de dignidade recebe. São vários, mas os principais se dirigem à pouca clareza da ideia de dignidade, o que permite justificar qualquer coisa.

Uma crítica que se tornou famosa é a de Steven Pinker, do Departamento de Psicologia de Harvard, em texto intitulado The Stupidity of Dignity, no qual dialoga com o relatório do Conselho Presidencial de Bioética norte-americano, da época do Presidente Bush.

Dentre as críticas apresentadas, Pinker demonstra como a dignidade por ser usada, por exemplo, em diversas situações ridículas (como a de uma pessoa tomando sorvete, ou comendo sem talheres), afirmando, então, ser ela uma ideia relativa, fungível e nociva. Mas não é só isso, certamente.

Em outro texto, Chistopher Kaczor apresenta uma resposta ao texto de Pinker, ressaltando a importância do conceito de dignidade para o pensamento ético. Vale a pena ler as duas abordagens.

Boa leitura.

Nairo.

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